| Disciplina | Instalação e Manutenção de Equipamento Informático |
| Módulo |
4: Instalação de Sistemas Operativos |
INTRODUÇÃO
Instalar um S. O. pode ser realizado de forma muito simples: basta na BIOS configurar o dispositivo de boot para o leitor de DVD, colocar disco do sistema operativo no leitor e depois reiniciamos o computador. O programa instalador pedirá algumas informações relacionadas com o tipo de teclado, a hora e data e pouco mais. Cerca de 30 a 40 minutos depois teremos o novo sistema operativo instalado.
O procedimento de instalação torna-se num assunto mais sério quando é realizado numa empresa onde existem vários departamentos que têm documentos muito importantes armazenados em disco. Muitas vezes, durante a instalação de um sistema operativo, o disco é formatado e toda a informação residente é eliminada.
Para prevenir casos de perda de dados importantes é necessário que sejam realizados procedimentos que permitam protege-los.
1. Salvaguardar os Seus Dados Existentes
Antes de começar, certifique-se que salvaguarda cada ficheiro que está no sistema. Se esta é a primeira vez que um sistema operativo está a ser instalado no seu computador, o mais provável é ter de reparticionar o seu disco rígido por exemplo para o caso dos sistemas Linux. Em qualquer altura que particionar o seu disco, corre o risco de perder toda a informação. Os programas utilizados na instalação são de bastante confiança e a maioria tem anos de utilização; mas eles são bastante poderosos e um movimento em falso pode sair-lhe caro. Mesmo depois de salvaguardar tenha cuidado e pense nas suas respostas e acções. Dois minutos a pensar podem salvar horas de trabalho importante.
Se está a criar um sistema com várias opções de arranque, certifique-se que tem a mão o meio de distribuição dos outros sistemas operativos instalados. Especialmente se reparticionar a sua drive de arranque, você pode descobrir que tem de reinstalar o gestor de arranque do seu sistema operativo, ou em muitos casos o sistema operativo em si e todos os ficheiros nas partições afectadas.
Programas como o PowerQuest Drive Image, permitem criar cópias que reflectem todo o sistema instalado no disco rígido.
Obviamente este passo não será necessário de ser feito se o sistema operativo é instalado num computador novo que tem o disco rígido vazio.
2. Documentação
Ler as instruções antes de usar, é uma regra que devemos respeitar para qualquer tipo de produto. Nos manuais de instalação dos sistemas operativos estão instruções fundamentais que devemos seguir para conseguirmos uma instalação apropriada às nossas necessidades. A complexidade do S.O. determina a complexidade de instalação. Durante a instalação, devemos também ter presente os manuais de hardware. Neles estão informações que poderão ser necessárias de indicar para que o processo de instalação decorra com sucesso. Os sistemas operativos como o Windows conseguem muitas vezes configurações de hardware estáveis sem que o utilizador precise de indicar parâmetros. No entanto muitas versões do Linux necessitam que o utilizador tenha um bom conhecimento da instalação de hardware.
Outro factor importante diz respeito à qualidade do hardware com que estamos a trabalhar. O hardware barato muitas vezes está mal documentado e em certos casos podemos pagar caro pelo que compramos barato.
A Internet é sempre um ponto de obtenção de informação importante e antes de instalar devemos consultar o site do fabricante do S.O. para conhecer os últimos "casos" detectados e as possíveis soluções.
3. Compatibilidade de Hardware
Quase todos os produtos funcionam sem problemas em Windows. Cada vez mais, o suporte para
hardware em Windows está a melhorar diariamente.
Pode-se verificar a compatibilidade de hardware fazendo:
· Verificar as páginas web dos fabricantes acerca de novos controladores.
· Marcas menos conhecidas podem às vezes usar os controladores ou configurações de outras mais conhecidas.
· Verificar a lista de compatibilidade de hardware para Windows em páginas web dedicadas à sua arquitectura.
· Procurar na Internet pela experiência de outros utilizadores.
Podemos identificar o hardware através do código FCC ID que está impresso no circuito do produto em questão. Os tres primeiros caracteres deste código indica o fabricante. Devemos consultar o site da FCC para obter essa informação
4. Configurações de rede
Se o seu computador está ligado a uma rede 24 horas por dia ( i.e., uma ligação Ethernet ou ligação equivalente — não uma ligação PPP), você deve perguntar ao administrador da rede do sistema por esta informação.
· O seu hostname.
· O seu nome de domínio.
· O endereço IP do seu computador.
· A máscara de rede para utilizar na sua rede.
· O endereço IP da gateway do sistema para onde o seu sistema deve ser encaminhado, se a sua rede tiver uma gateway.
· O sistema na sua rede que você deverá utilizar como servidor DNS (Domain Name Service).
Por outro lado, se o seu administrador diz que um servidor DHCP está disponível e é recomendado, que você não precisará desta informação porque o servidor DHCP poderá enviar todas essas informações directamente para o seu computador durante o processo de instalação.
Se utiliza uma rede wireless, então deverá também identificar:
· ESSID da sua rede wireless.
· Chave de segurança WEP (Se aplicável).
5. Requisitos mínimos
Os requisitos mínimos indicam as especificações que o computador deve respeitar para que um sistema operativo funcione de forma aceitável. Instalar um sistema operativo actual em computadores mais antigos poderá comprometer a performance do computador. Em casos extremos o sistema operativo informa que o sistema não será instalado porque o processador ou a memória não respeitam os requisitos mínimos. Se tentarmos instalar o Windows XP num PC com um processador 486, aparecerá uma informação a dizer que só se aceitam processadores Pentium. Os componentes mais requisitados como requisitos minimos são o processador, a memória ram e o disco rígido. Um placa gráfica por exemplo, fabricada em 1995, pode funcionar com o Windows XP.
6. Configuração do BIOS
O que é o BIOS,
As versões
-O POST
-Identificar a versão
-A tecla DEL
-Protecção de acesso
As opções do BIOS:
-device Boot: floppy, hdd, cd
-opções de performance/estabilidade
-DDR timings
-Memory voltages
-Processor voltages
O BIOS, significa Basic Input Output System, é um programa armazenado em memória Não volátil. Quando o computador é ligado, o processador executa o BIOS e é apresentado no ecran do computador as opções de hardware existentes.
Basicamente todos os BIOS executam o chamado POST, ou seja o Power On Self Test, que é um teste inicial que tem por objectivo verificar se tudo está correcto para que o Sistema operativo seja instalado.
O Post segue os seguintes passos:
Power On se o processador não estiver instalado ou estiver danificado o Post fica neste passo.
Verificação da presença da memória
Cópia da bios para a memoria RAM para um boot mais rápido
Inicialização do teclado
Teste da placa gráfica
Apresentação no monitor das informações obtidas: marca do bios, versão, data de fabrico, tipo de processador, velocidade, tipo de memória velocidade.
Verificação da memória teste de memória
Inicialização do controlador do disco rígido
Inicialização da drive de disquetes
Tentativa de boot, se o SO estiver presente será carregado.
Se algo não estiver de acordo com o necessário, o teste é interrompido automaticamente e o utilizador terá de carregar na tecla DEL ou F1 para entrar nas configuração do BIOS, para que desta forma o próximo POST tenha sucesso.
Mesmo que não haja problemas, podemos carregar na tecla DEL para interromper o teste. Se houver protecção por palavra passe, será necessário digita-la. Se não conhecermos a palavra passe, é necessário abrir o computador e procurar na mainboard o interruptor de CMOS Reset, que costuma estar próximo da bateria.
A bios tem de conseguir identificar o disco onde vamos instalar o disco rígido. Muitos vezes a detecção do disco pela bios é feita de forma automática e só sabemos se o disco foi identificado analisando o output que o POST produz no ecrã do computador.
7. Particionamento do Disco Rígido
Em Portugal, os computadores pessoais começam a ser equipados com disco rígido, com mais frequência, apenas a partir de 1992. Antes, o computador pessoal funcionava com recurso a disquetes para realizar o armazenamento secundário. Então, era necessária uma disquete para o Sistema Operativo (MS-DOS), outra para o processador de texto. Folha de cálculo, jogos e dados eram também divididos cada um na sua disquete.
Em 1992 os discos rígidos começam a equipar os pcs e a capacidade varia entre 10 e 100 Mbytes. O sistema operativo e as aplicação já podem ficar residentes na memória secundária. O computador funciona de forma mais rápida, pois o acesso a dados em disquete era muito lento. Nesta altura os disco rígido ainda são de construção pouco tolerantes a factores externos como o calor e a trepidação. Com alguma frequência apareciam ao fim de alguns anos sectores danificados que comprometiam os dados armazanados.
Actualmente, os discos evoluíram tecnologicamente de uma forma que alguns fabricantes garantem 5 anos de garantia contra defeitos. A capacidade atual dos discos já atinge os 1000 Gbytes ou 1 Terabyte. Nestes discos podemos armazenar quantidades consideráveis de informação.
7.1 O que significa Particionar?
O particionamento de um disco rígido consiste na divisão do disco físico em unidades lógicas, fazendo com que o sistema operativo identifique “vários discos”. O particionamento é feito já há vários anos e mesmo em discos de baixa capacidade era feito. A vantagem de dividir o disco em várias unidades lógicas tem a vantagem de possibilitar uma melhor organização da informação no disco. A configuração de um disco numa única partição é desaconselhada, uma vez que a sua formatação para uma nova instalação de um S.O, envolve o backup de toda a informação importante. No multiparticionamento basta formatar a unidade C: que as outras ficam intactas.
7.2 Tipos de partição
Partição primária – esta é a partição que frequentemente armazena o sistema operativo e é identificada pela letra C:
Partição estendida – pode ser dividida em várias unidades lógicas, por exemplo, D: para guarda os programas instalados, E: para instalar os documentos e cópias de segurança. Em discos de grande capacidade 200Gb podemos ainda criar mais unidades lógicas, por exemplo F: para guardar os downloads e arquivo de software.
7.3 Antes de Particionar.
Antes de realizarmos a partição, devemos de verificar vários aspectos. No caso dos discos IDE, devemos verificar a configuração Master/Slave. Podemos ter de consultar a documentação respeitante às configurações do disco. As configurações possíveis para um disco são MASTER/SLAVE/CABLE SELECT. Um computador com dois discos no mesmo canal IDE, deve de ter ums configuração para o disco 0 Master e para o disco 1 Slave. No caso dos discos de interface SATA este requisito já não é necessário. Depois de devidamente instalado o disco tem de ser reconhecido pelo sistema BIOS. Existem casos de discos actuais que não são identificados pelos bios mais antigos. Nesse caso poderá ser necessário actualizar a bios para tentar resolver a questão. Alguns fabricantes como a Maxtor disponibiliza nalguns discos uma configuração de jumper para bios mais antigas.
Ligação dos discos e das drives ópticas
Devemos ligar as drives ópticas de
modo que elas sejam as últimas a serem identificadas na bios.
As Drives têm uma prioridade atribuída como se segue: primary master, primary
slave, secondary master, secondary slave. Não devemos ter um disco rígido
configurado em secondary master se tivermos uma drive óptica em primary slave.
Se tivermos dois discos rígidos e duas drives ópticas, estas últimas devem ficar
no canal IDE secundário. Estas configurações são necessárias porque programas
como o Partition Magic mostraram informação inconsistente no caso de drives
ópticas serem instaladas antes dos discos rígidos.
Segurança do dispositivo
Um disco que tenha um funcionamento correcto sem sectores danificados é um disco em que podemos confiar para instalarmos um sistema operativo. No entanto, os discos mais antigos podem apresentar sectores danificados que prejudicam o normal funcionamento do sistema. Se for inevitável usar um disco com sectores danificados, devemos, antes de instalar o sistema operativo de usar um programa de particionamento que detecte e corrija ou tente corrigir esses sectores.
7.4 Como particionar?
Para fazer a divisão do disco rígido, precisamos de software especifico como o FDISK ou o Particion Magic. O processo de particionamento deve ser realizado com muito atenção e pormenores como a quantidade de Gbytes a atribuir a cada parte deve ser bem ponderada. Existem factores importantes a considerar como : pretendemos instalar vários sistemas operativos ou iremos instalar apenas um? O Windows pode ser instalado apenas numa partição, no entanto o linux precisa de três. E se desejarmos instalar o MS-DOS? Este sistema utiliza um sistema de ficheiros FAT16 e não pode ser instalado em discos com mais de 4,3 Gbytes.
Consideremos então que o nosso computador deverá de ter dois sistemas operativos, o Windows XP e uma versão do Linux. Neste caso usando um disco de 200Gb, e para uso preferencial em Windows, poderíamos dividi-lo da seguinte forma:
Windows
Partição primária 50 Gb
Partição extendida 100 Gb
Linux
Ext3 34 Gb
Ext3 10 Gb
Swap 6 Gb
8. Formatar
Formatar um disco rígido consiste essencialmente em atribuir um sistema de ficheiros. Os sistemas possíveis são FAT (MS-DOS), FAT32, NTFS, HPFS (OS/2).
9. Antivírus
A utilização de um antivírus para verificar regularmente o estado do sistema é essencial. Essa utilização deve ser feita por todas as pessoas que tenham um computador.
Existem virus que influenciam o funcionamento da memória do computador, ou que prejudicam a performance do processador. Os casos mais complicados são os vírus que infectam o sector Boot do disco rígido. Estes vírus substituem o código "verdadeiro" por outro que fará com que o vírus controle o computador. Como o vírus está residente no bootsector o windows não o conseguirá detectar. As disquetes também são susceptíveis de ficar infectadas com este tipo de vírus.
No caso de querermos actualizar um sistema operativo, devemos de ter instalado no nosso computador um programa de antivirus devidamente actualizado e testá-lo. Desta forma o processo de instalação terá menos uma razão para correr bem.
Alguns sistemas mais antigos não conseguem fazer o boot do sistema ao CD-ROM onde está o sistema operativo. Nesse caso devemos de recorrer a uma disquete de arranque que instalará através do config.sys e autoexec.bat os drivers da unidade de CD's. Nestes caso é sempre preferível usar disquetes novas sem qualquer utilização prévia. Desta forma evitamos infecção por virus da boot.
Programas a considerar
Existem no mercado programas de utilização livre como o AVG ou o Kaspersky que podem ser actualizados através da Internet e que fazem um "bom trabalho". Os programas que requerem a aquisição de uma licença são geralmente mais evoluídos em termos de interface ou da forma como lidam com documentos infectados.
14-10-2007